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Tradução certificada para o visto L-1
A petição L-1 permite transferir um gerente ou executivo (L-1A), ou um funcionário com conhecimento especializado (L-1B), de uma empresa no exterior para uma empresa relacionada nos Estados Unidos. O empregador americano protocola a petição no USCIS com o formulário I-129, e a maior parte das provas vem da empresa no exterior: os registros que mostram a relação entre as duas empresas, o ano de trabalho do funcionário no exterior e, no caso de um novo escritório (new office), o dinheiro e a estrutura por trás dele. Todo documento em outro idioma precisa de uma tradução completa para o inglês, com a certificação do tradutor de que ela é completa e exata e de que ele é competente para traduzir (8 CFR 103.2(b)(3)).
USCIS, depois um consulado
O empregador protocola a petição no USCIS com o formulário I-129; depois, o funcionário pede o visto num consulado americano. Cidadãos canadenses podem fazer o pedido na fronteira.
Sobretudo registros da empresa
Documentos societários e registros de participação societária, demonstrações financeiras, folha de pagamento e as cartas do empregador sobre o funcionário.
Cerca de 2.000 páginas
Um processo de L-1 que traduzimos, em 22 categorias de provas, entregue pasta por pasta ao longo de um mês.
Em resumo
| L-1A e L-1B | |
|---|---|
| Quem protocola | O empregador americano, com o formulário I-129 e o suplemento de classificação L (L Classification Supplement). Já uma empresa com uma petição L coletiva (blanket L petition) aprovada envia seus funcionários ao consulado com o formulário I-129S. |
| Quem decide | O USCIS decide a petição, e depois o funcionário pede o visto num consulado americano com ela. Já um cidadão canadense pode fazer o pedido num posto de fronteira (port of entry) com o Canadá. |
| O que é preciso provar | Que as duas empresas são relacionadas (matriz, filial, subsidiária ou afiliada); que o funcionário trabalhou em tempo integral para a empresa no exterior por pelo menos um ano contínuo nos três anos anteriores à petição, como gerente ou executivo ou com conhecimento especializado; e, no caso de um novo escritório, que o espaço físico já está garantido e, conforme o caso, que o escritório terá condições de manter um cargo gerencial ou executivo dentro de um ano (L-1A) ou que a empresa pode pagar o funcionário e começar a operar (L-1B). A petição de novo escritório é aprovada por até um ano (8 CFR 214.2(l)). |
| O que costuma estar em outro idioma | Os registros societários, financeiros e de folha de pagamento da empresa no exterior, as cartas do empregador e os comprovantes de pagamento do funcionário, e os documentos civis da família para os dependentes L-2. |
| Regra da tradução | Todo documento em outro idioma precisa de uma tradução completa para o inglês, com a certificação do tradutor de que ela é completa e exata e de que ele é competente para traduzir (8 CFR 103.2(b)(3)). |
| Número de páginas | Cresce com os registros da empresa: cada mês de extratos bancários e de folha de pagamento, cada ano de demonstrações financeiras e de declarações de imposto de renda. Um processo de novo escritório acrescenta os registros de como a operação nos EUA é financiada. |
Documentos que costumam precisar de tradução
Quais documentos entram no processo é decisão do seu advogado; traduzimos o que for escolhido, por completo, com todos os carimbos, selos e anotações manuscritas. Nos processos de L-1, os documentos em outro idioma costumam ser estes (os links levam a páginas em inglês):
- Como as empresas se relacionam: relatórios anuais, o contrato social ou o estatuto social, certificados de ações e o livro de registro de ações, acordos de sócios (partnership ou operating agreements) e as atas das reuniões do conselho.
- A atividade da empresa no exterior: demonstrações financeiras auditadas ou revisadas e declarações de imposto de renda, e outros registros da sua atividade comercial, como extratos bancários, notas fiscais e contratos.
- O ano do funcionário no exterior: a carta do empregador no exterior com o período de trabalho, as funções e as qualificações do funcionário.
- Equipe e estrutura (L-1A): os organogramas das duas empresas, uma lista de funcionários, descrições de cargos e registros da folha de pagamento.
- Para um novo escritório: o valor do investimento nos EUA, os registros que mostram que a empresa no exterior pode pagar o funcionário e começar a operar (seus extratos bancários e demonstrações financeiras), as provas da capitalização da empresa americana e a estrutura organizacional da empresa no exterior. A prova de que o espaço nos EUA está garantido, como o contrato de locação, costuma já estar em inglês.
- Para a família (L-2): certidões de casamento e de nascimento.
Quem lê as traduções
O USCIS lê a petição e tudo o que é apresentado com ela, além de qualquer resposta a uma solicitação de provas (Request for Evidence, RFE; página em inglês). A regra para todas as traduções é a mesma, o 8 CFR 103.2(b)(3).
Depois, o oficial consular decide o visto, para o qual a petição aprovada é pré-requisito. Numa petição coletiva, é o oficial consular que decide se o próprio funcionário se qualifica, com base no formulário I-129S; por isso, os documentos sobre o funcionário vão para o consulado: o I-129S pede uma carta com o período de trabalho, as funções, as qualificações e o salário do funcionário.
Quantas páginas esperar
Cada página do original conta como uma página, seja qual for o número de palavras. Num processo de L-1, a contagem acompanha mais os registros da empresa do que os do funcionário:
- Extratos bancários: um por mês, para cada conta e cada ano apresentado.
- Demonstrações financeiras e declarações de imposto de renda: um conjunto por ano, normalmente com notas explicativas e anexos.
- Registros da folha de pagamento: um por período de pagamento, para cada funcionário incluído.
Um processo de L-1 que traduzimos chegou a cerca de 2.000 páginas em 22 categorias de provas, entregues pasta por pasta à medida que a empresa reunia os documentos. Processos desse tamanho são orçados como projeto, com cada lote e sua data de entrega: veja tradução para imigração de negócios.
Fontes oficiais
Cada requisito desta página foi conferido nestas fontes em 5 de novembro de 2026. As fontes estão em inglês.
- 8 CFR 214.2(l), intracompany transferees (ecfr.gov)
- Policy Manual, Volume 2, Part L, intracompany transferees (uscis.gov)
- Form I-129 instructions, edition 09/09/26 (uscis.gov)
- Form I-129S, nonimmigrant petition based on blanket L petition (uscis.gov)
- 9 FAM 402.12, intracompany transferees (fam.state.gov)
- Policy Manual, Volume 1, Part E, Chapter 6, evidence (uscis.gov)
- 8 CFR 103.2(b)(3), translations (ecfr.gov)
Perguntas frequentes
Toda página de um extrato bancário precisa ser traduzida?
Se o extrato for apresentado, sim: o USCIS exige uma tradução completa para o inglês de qualquer documento em outro idioma, e um resumo não é aceito. O que se pode decidir é quais extratos apresentar, e isso cabe ao seu advogado.
As traduções precisam ser notarizadas?
Para o USCIS, não: o 8 CFR 103.2(b)(3) pede a certificação do tradutor, não a de um notário. Se outro órgão pedir notarização, custa US$ 34,90 por pedido de tradução.
Os valores são convertidos para dólares americanos?
Não. Os valores ficam na moeda do original, com o período e as datas ao lado, para que quem precisar de uma conversão aplique a taxa de câmbio da data certa.
Vocês traduzem um organograma mantendo o layout?
Sim. Organogramas, gráficos, tabelas e demonstrações financeiras são traduzidos no mesmo formato, para que caixas, colunas e números fiquem alinhados com o original.
Está com os documentos em mãos?
Envie os documentos e veja a contagem de páginas, o preço e o prazo de entrega antes de pagar. Para um processo de centenas de páginas, peça um orçamento de projeto.